História

Valverde

        Pensa-se que antes dos romanos estarem por estas terras que Valverde já existia. A sua fundação deve ser anterior ao nascimento da nacionalidade. A povoação deve ter a sua origem ligada ao repovoamento do lugar de Fundão. Nos tempos do Rei D. João I já era uma aldeia digna de figurar nos documentos. O Rei mandou saber, em 1935, os bens que tinha em todo o reino, a isto se chamaram as Inquirições Joaninas. Consta neste documento que em Valverde havia 2 lugares muito importantes. Havia um Título sobre o lugar da Pouca Farinha e outro de Valverde. O Comissário Régio, Rui Peres, escreveu que todas as terras eram D’El-Rei. Faz ainda menção do nome de dois nobres que possuíam terrenos nestes domínios: D. Teresa e Egas Coelho.

    Aqui se enumeram outros lugares como a Fonte do Denouro, a Quinta da Nave, a Torre, o Carvalhal, a Quinta da Pissarra, Vale Pintado e Lameira.

    Valverde pertenceu ao concelho da Covilhã até 1747, ano em eu foi criado o concelho do Fundão a que ficou desde logo ligado. Não se conhece a data certa em que foi feita a sua elevação a freguesia, mais foi de certeza há mais de 7 séculos.

    Os seus limites sempre foram aqueles que temos hoje. Temos extremas com as freguesias do Fundão, Donas, Fatela, Peroviseu e Alcaria. Estamos bem no centro da Cova da Beira e na via de ligação entre os concelhos de Fundão e Penamacor. Tem 14 kms quadrados de área e está situado a uma altitude média de 457 metros. A palavra Valverde tem origem etimológica no italiano belvedere ou no francês belvédère e quer significar belo de se ver. A quem diga que este nome se deve por ali haver uma grande quantidade de um arbusto que se mantinha verde durante todo o ano. Contudo, existe outra teoria de que o nome surgiu pelo facto da freguesia estar rodeada de árvores e culturas que mostram ser uma terra verde situada lá em baixo no vale.

 

“Ai a ribeira de Valverde

Ai passa por baixo da ponte

É por causa das raparigas

Que o sapato rompe!

 

À entrada de Valverde

Está uma linda roseira

Lembrança de Portugal

Da linda Cova da Beira!

 

Quem me dera ser colete

Quem me dera ser botão

Para andar agarradinho

Junto ao teu coração!

 

O Fundão é terra boa

Terra de pêras e maçã

Mas para meninas bonitas

É Valverde e Covilhã!”

 

Referência Bibliográfica:

Clemente, A. d. (2004). Valverde - Uma aventura pela história. Valverde.

 

 


Donas

     Situada na base Norte da Serra da Gardunha, a Freguesia de Donas apresenta-se confrontando com a cidade de Fundão e as Freguesias de Valverde, Fatela, Alcaide e Alcongosta. Esta freguesia ocupa uma área de 8,10 quilómetros quadrados e tem como anexa o Lugar de Chãos.

     Existem várias lendas relativas à origem da freguesia das Donas. Contudo, a história que aparenta corresponder à realidade remete-nos a um convento de Freiras Cónegas de Santo Agostinho. Em tempos longínquos existiu o referido Convento que teria reunido, à sua volta, inúmeras famílias, entregando-lhes terrenos para cultivar. Mais tarde, o Convento e as suas terras passaram a ser bens da Coroa. Existindo, nessa época, naquele lugar, uma pequena povoação que se foi desenvolvendo, ao longo dos anos.   

    Esta história assenta em três factos importantes: existir nas Donas uma propriedade de seu nome “Tapada das Freiras”; as Freiras Cónegas de Santo Agostinho serem conhecidas por “Donas”, tendo por base serem oriundas de famílias nobres e ilustres; conhecerem-se em Espanha, algumas povoações chamadas “Dueñas”, tendo origem semelhante.

    No entanto, a data da origem das Donas não é conhecida. Todavia, existe um documento datado de 1471, referente à Aldeia Nova das Donas:

“Dom Afonso V (...) A quantos esta nossa carta virem fazemos saber que nos tínhamos fecto merçee per nosso aluare a Martim Vaz de Castello branco fidalguo de nossa cassa que ora faleceo na tomada da nossa vila darzilla daa quinta daldea nova das donas por razom de sse perder per a coroa de nossos reinosper emiheamentos que nela fezera gomçalo pereira sogro do dito martim vaaz (...) Dada em Sintra XII dias de Dezembro. Joham Carreiro a fez ano de nascimento de nosso Senhor Ihesu Christo de mil 11131xxj. (chancelaria de D. Afonso V. L17 fl.)

     Relativamente ao nome “Donas”, terá tido origem em três que ali terão a mais nova, solteira e venerada pelas suas virtudes, daí Santa Menina. O povo a estas irmãs, pela sua riqueza e bondade, chamar-lhe-iam "Senhoras Donas". Provavelmente assim a denominação de "Donas".


Aldeia de Joanes

    Localizada no imenso e uberoso vale da Cova da Beira, a Aldeia de Joanes é uma das mais antigas e a freguesia mais próxima da cidade do Fundão. Os seus limites, a sul, traçam-se já em plena Serra da Gardunha. Esta freguesia ocupa uma área de 7,99 quilómetros quadrados, sendo composta por uma imensa variedade histórica, entre construções antigas entrelaçadas com apartamentos contemporâneos. Na sua reserva habitacional sobressaem ilustres casas quinhentistas com encantadores pormenores arquitetónicos e decorativos da época.

    Segundo dados históricos, deduz-se que o povoamento deste território remonte a épocas pré-romanas. Terá sido a ação povoadora de D. Sancho I a conduzir para o território novas populações, com proprietários vilãos e foreiros à coroa. Outra hipótese apontada para os inícios da povoação, está associada a São João. De acordo com a mesma, o local chamava-se Aldeia de São Joane. Da freguesia inicial de Aldeia de (San) Joane(s), fazia parte o lugar de Aldeia Nova do Cabo (hoje também freguesia). O motivo pelo qual de Sam Joane apenas restou o nome Joane, é, entre outras, a de que o culto a São João deixou de ser praticado. A freguesia de Aldeia de Joanes foi sempre do termo da Covilhã, até à ereção do concelho do Fundão, no século XIX.

    Relativamente à origem do nome da Aldeia, terá sido pertença de um indivíduo de nome Joane, a forma arcaica do atual nome João. Se ele era vilão ou fidalgo, é difícil ou até impossível sabê-lo, mas não surpreenderia que a povoação de Aldeia de Joane tivesse nascido do casal que, junto ao Fundão, possuía um tal Martim Calvo e o vendeu em tempo de D. Sancho II ao cavaleiro-fidalgo João Esteves. Este fidalgo deixou de fazer foro, ou seja, honrou o local; mas D. Dinis ordenou a devassa.

    Nos últimos anos, a Aldeia de Joanes tem alargado a sua malha urbana aproximando-se cada vez mais da sede do concelho. Os seus terrenos são de grande fertilidade e deles se extraem produtos de grande qualidade: vinho, frutos, azeite e hortícolas. Nos últimos anos foram dados grandes passos a nível industrial e com isso também o comércio lucrou. No sector da Assistência, regista-se a existência de um Centro de Dia, e no do Desporto, um magnífico parque polivalente.


Referência Bibliográfica:

Geocaching, disponível em: https://www.geocaching.com/geocache/GC4D6PN_aldeia-de-joanes?guid=e15ff8d7-b325-4e18-b8d1-26c384df5be9 , acedido a 07/05/2021.

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